Brasil

Um ano após assassinato brutal de travesti Dandara, réus vão a júri

Homicídio foi filmado por agressores e exposta nas redes sociais

Joaquim Padilha Publicado em 16/02/2018, às 15h43

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Homicídio foi filmado por agressores e exposta nas redes sociais

Um ano após o assassinato brutal da travesti Dandara dos Santos, em Fortaleza, que repercutiu nacionalmente devido a gravação do vídeo em que ela era espancada com crueldade cair nas redes sociais, os réus do caso serão julgados em março.

O crime ocorreu no dia 15 de fevereiro de 2017. Seis das doze pessoas identificadas como autoras do crime serão levadas à 1ª Vara do Júri Popular de Fortaleza. Outras duas pessoas que cometeram o crime estão foragidas.

O que motivou a rapidez do julgamento foi a crueldade do registro em vídeo do assassinato de Dandara. No geral, apenas 10% dos casos de homicídio em todo o Brasil são investigados e julgados.

“O vídeo é chocante e os acusados acreditavam tanto na impunidade que praticaram esse crime horrível e ainda tiveram a ousadia de filmar o crime, mas foram frustrados, pois foi o vídeo que gerou essa dedicação toda”, diz o promotor de Justiça Marcus Renan Palácio.Um ano após assassinato brutal de travesti Dandara, réus vão a júri

“O caso Dandara é emblemático pelo sentimento homofóbico que moveu os acusados a perpetrar essa barbárie, mas não existe ainda a tipificação do crime de homofobia, como existe hoje o feminicídio”, completou Palácio.

Em 2017, o Brasil foi recordista no número de homicídios de pessoas trans, chegando a 179 mortes, segundo a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais). Dessas, dezesseis foram no Ceará.

Jornal Midiamax