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Polícia investiga se morte de promotor e esposa teve motivação passional

Encontrado na manhã desta terça-feira ao lado do corpo da mulher

Diego Alves Publicado em 17/01/2018, às 01h20

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Encontrado na manhã desta terça-feira ao lado do corpo da mulher

O promotor de Justiça Marcus Vinicius da Costa Moraes Leite, encontrado morto na manhã desta terça-feira ao lado do corpo da mulher, a servidora do Ministério Público estadual Luciana Alves de Melo, no apartamento do casal, na Barra da Tijuca, era um ferrenho combatente das milícias. Por quase 10 anos, ele atuou na promotoria de Campo Grande, na Zona Oeste, e há quatro meses, integrava o Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizada (Gaeco), justamente por conta da sua experiência contra este tipo de quadrilha.Polícia investiga se morte de promotor e esposa teve motivação passional

Além dessa linha de investigação, policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DH) não descartam a hipótese de crime passional. O casal, segundo amigos, tinha um histórico de brigas por motivo de ciúmes. Chama atenção o fato de não haver sinais de arrombamento, nem de roubo no imóvel, que fica na Rua Coronel Paulo Malta.

Os dois corpos estavam na cama de casal, com a arma do promotor ao lado. A polícia ainda não sabe quem atirou, mas peritos pretendem fazer um exame nas mãos de Marcus Vinícius ou de Luciana, para saber se há vestígios de pólvora. A ideia é descartar, ou não, a hipótese de crime passional. Há indícios de que eles morreram na madrugada de domingo para segunda-feira. A filha do casal, de 9 anos, não estava no apartamento no momento do crime.

A última grande operação contra as milícias, na qual o promotor atuou, ocorreu em 23 de dezembro, junto com a DH Capital e a Coordenadoria de Combate a Corrupção e Lavagem de Dinheiro (CCC-LD). Na época, os investigadores foram cumprir 31 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão, contra milícias da Zona Oeste, Costa Verde e Baixada Fluminense. A quadrilha é ligada ao miliciano Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, morto pela DH em abril do ano passado. Contra o bando, há acusações da prática de homicídios, extorsão, roubo, receptação, porte e posse ilegal de armas.

O casal costumava ser visto juntos malhando numa academia da Barra da Tijuca. A família de Marcus Vinícius sempre foi do município de Niterói. O pai do promotor, o violonista Carlos Fernandes de Carvalho Leite, que morreu em 2010 aos 86 anos, integrou o grupo original do Época de Ouro, fundado por Jacob do Bandolim, em 1965. Ele morreu de insuficiência respiratória.

Jornal Midiamax