Corpo de Alberto Dines é enterrado nesta quarta-feira

Jornalista faleceu aos 86 anos em decorrência de problemas respiratórios
| 23/05/2018
- 21:57
Corpo de Alberto Dines é enterrado nesta quarta-feira

Na tarde desta quarta-feira (23), foi enterrado o corpo do jornalista Alberto Dines, um dos nomes mais importantes da imprensa brasileira. O enterro aconteceu no Cemitério Israelita em Embu das Artes, região metropolitana de São Paulo.

De acordo com a Agência Brasil, compareceram ao enterro familiares, amigos, jornalistas e intelectuais. Também foi realizada uma cerimônia de despedida da tradição judaica para prestar as últimas homenagens.

Dines morreu na manhã de terça-feira (22), aos 86 anos em decorrência de problemas respiratórios. “Dines, você marcou presença com sua sofisticação no pensamento. Além de ser um grande professor, era sempre fiel a seus princípios. Tem pessoas que não deveriam morrer antes dos 100 anos e você não deveria morrer antes dos 200”, afirmou sua esposa, Norma Couri.

Celso Lafer, amigo e ex-ministros das Relações Exteriores lembrou a generosidade do jornalista ao tratar as pessoas e situações. “Sentiremos sua falta e nos alimentaremos da sua memória”, disse.

Compareceram ao enterro o jornalista Bernardo Lerer, que era seu colega de trabalho no Jornal do Brasil, a diretora executiva do Observatório da Imprensa, Kristina Michaelles, entre outros amigos e colegas de profissão.

Dines ficou dez dias internado no Hospital Albert Einstein em razão de uma gripe que evoluiu para pneumonia. Problemas respiratórios levaram à morte do jornalista.

 

Alberto Dines

Dines foi um jornalista, biógrafo, escritor e professor universitário que teve grande destaque na imprensa brasileira. Sua carreira foi marcada por contribuições importantes para diversos veículos de comunicação.

Quando começou sua carreira de jornalista em 1952, trabalhou na revista A Cena Muda e em 1953 participou da fundação da revista Visão.

Trabalhou na revista Manchete e também foi diretor do jornal Última Hora, de Samuel Wainer, bem como dirigiu o jornal Diário da Noite, dos Diários Associados, pertencente a Assis Chateaubriand. Em 1962 virou editor-chefe do Jornal do Brasil, onde permaneceu até 1973.

Além de jornalista, foi professor-visitante na Universidade de Columbia, nos EUA, de onde voltou para ser diretor da sucursal da Folha de S. Paulo, no Rio de Janeiro. Em 1980, deu sua colaboração para O Pasquim, quando saiu da Folha de S. Paulo.

Em 1988 mudou-se para Lisboa, onde lançou a revista Exame, do Grupo Abril. Ainda em Portugal, fundou o Observatório da Imprensa, uma entidade sem fins lucrativos dedicada a avaliar a qualidade do jornalismo brasileiro.

Em 1998, lançou o Observatório da Imprensa na TV Educativa do Rio de Janeiro. O programa foi, posteriormente, produzido pela TV Brasil e ficou no ar até 2016.

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