Brasil

Com 6 mandados de prisão, PF deflagra 51ª fase da Operação Lava Jato

Nova etapa, batizada de Déjà Vu, ocorre no Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo

Richelieu Pereira Publicado em 08/05/2018, às 07h28

Presos vão ser levados à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (Foto: Adriana Justi/RPC)
Presos vão ser levados à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (Foto: Adriana Justi/RPC) - Presos vão ser levados à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (Foto: Adriana Justi/RPC)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (8/5), a 51ª fase da Operação Lava Jato. Esta nova etapa, denominada Déjá Vu, cumpre quatro mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 17 de busca e apreensão, no Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

De acordo com o portal G1, os mandados de prisão são contra três ex-funcionários da Petrobras e três operadores financeiros, um deles um agente que se apresentava como intermediário de valores destinados a políticos vinculados ao então Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

A propina, conforme o Ministério Público Federal (MPF), de US$ 56,5 milhões foi paga entre 2010 e 2012. Atualmente, o valor equivale a R$ 200 milhões.

Segundo o MPF, as vantagens indevidas estão relacionadas a um contrato fraudulento de mais de US$ 825 milhões, firmado em 2010 pela Petrobras com a construtora Norberto Odebrecht.

O objetivo da 51ª fase, de acordo com a PF, é reunir elementos que provem a prática de corrupção, associação criminosa, fraudes em contratações públicas, crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro.

Os presos vão ser levados à Superintendência da PF, em Curitiba.

As investigações

Segundo a PF, as investigações apontam a obtenção de contratos por parte de grupo empresarial junto à Petrobras. Os valores era superfaturados por meio de pagamento de vantagens indevidas à executivos e gerentes da Petrobras.

Ou seja, a estratégia, conforme a PF, repete o que já foi revelado anteriormente pela Lava Jato.

As investigações também indicam que parte dos recursos pagos indevidamente pelo Grupo Odebrecht para a obtenção do contrato investigado nesta etapa da operação foram destinados a agentes públicos e partidos políticos.

Pagamento de recursos

De acordo com a PF, o pagamento recursos para agentes públicos e políticos seguiu uma forma de agir verificada em outras fases da operação.

Houve o pagamento de uma porcentagem dos contratos obtidos pela empresa para agentes públicos e políticos por meio de offshores e a movimentação de dinheiro no país por meio de operadores financeiros.

Jornal Midiamax