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CNJ vai analisar atuações de Sergio Moro caso a caso

O ministro Humberto Martins, corregedor nacional de justiça, confirmou nesta quinta-feira (1°) que as condutas do juiz federal Sergio Moro, serão analisadas “no tempo certo” por meio dos procedimentos disciplinarem que tramitam no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). “Os casos de Sérgio Moro serão analisados no seu tempo. O corregedor nacional analisará tudo dentro do […]

Egina Becker Publicado em 03/11/2018, às 11h32 - Atualizado às 11h55

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins. (Foto: José Cruz/Agência Brasil) - O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ministro Humberto Martins, corregedor nacional de justiça, confirmou nesta quinta-feira (1°) que as condutas do juiz federal Sergio Moro, serão analisadas “no tempo certo” por meio dos procedimentos disciplinarem que tramitam no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

“Os casos de Sérgio Moro serão analisados no seu tempo. O corregedor nacional analisará tudo dentro do tempo”, disse o ministro em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Além disso, Martins também afirmou que vai analisar caso a caso.

Apuração do CNJ

Depois de aceitar o convite para assumir o Ministério da Justiça, surgiram muitas indagações sobre a atuação de Moro nos processos que envolvem o ex-presidente Lula. Um dos procedimentos analisados pelo CNJ será o da atuação do juiz em processos como, por exemplo, o que foi liberado parcialmente trecho da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, poucos dias antes do primeiro turno da eleição presidencial.

Outra medida questionada, e que será analisada, foi o da concessão de liminar pelo desembargador Rogério Favreto, do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que determinou a soltura de Lula. O desembargador Favreto enviou nota ao CNJ afirmando que Moro provocou “grave e profunda fissura no Poder Judiciário” quando não acatou a sua decisão.

O CNJ também poderá punir Sergio Moro por ter permitido a divulgação uma conversa entre Lula e Dilma Rousseff em 2016 que havia sido interceptada.

Jornal Midiamax