Brasil

Campeãs do Carnaval do RJ têm passado de formação de quadrilha e morte

Tuiuti causou morte de radialista, e Beija-Flor tem dirigente condenado

Joaquim Padilha Publicado em 15/02/2018, às 11h50

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Tuiuti causou morte de radialista, e Beija-Flor tem dirigente condenado

A escola de samba campeã do Carnaval do Rio de Janeiro de 2018, a Beija-Flor, e a vice-campeã, a Paraíso do Tuiuti, estão ambas envolvidas em polêmicas e problemas na Justiça. A primeira tem acusações de estar envolvida com o tráfico, e a segunda, da morte de uma radialista.

O patriarca da Beija-Flor é Aniz Abraão David, o Anísio, que foi condenado em 2012 por formação de quadrilha. Ele é apontado como um dos cabeças do jogo do bicho no Rio de Janeiro, considerado ilegal, desde 1960.

Anísio chegou a pegar 48 anos de prisão, mas só ficou três anos preso. Nas acusações, pesam denúncias de que o sambista seria chefe de uma organização criminosa chamada Clube Barão de Drummond, que julga os envolvidos no jogo do bicho no Rio.  Campeãs do Carnaval do RJ têm passado de formação de quadrilha e morte

Já a Paraíso do Tuiuti carrega na memória a responsabilidade por um acidente em 2017 que matou a radialista Elizabeth Ferreira na Sapucaí, depois que um carro desgovernado da escola atingiu as grades da arquibancada do sambódromo.

Outras 20 pessoas ficaram feridas. Quatro integrantes da Tuiuti foram indiciados, sendo um motorista, dois diretores e um engenheiro. Na época, a escola atribuiu o acidente a uma fatalidade.

Jornal Midiamax