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VÍDEO: jovem do Acre some após deixar 14 livros escritos à mão e criptografados

Jovem tem admiração pelo filósofo Giordano Bruno e por Ufologia

Wendy Tonhati Publicado em 04/04/2017, às 10h01

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Jovem tem admiração pelo filósofo Giordano Bruno e por Ufologia

O estudante de psicologia Bruno Borges, 24 anos, morador de Rio Branco, no Acre, está desaparecido desde o dia 27 de março. Na data do desaparecimento, o caso foi registrado pelos pais na polícia e divulgados nos jornais da região. Passados sete dias, a história ganhou ares misteriosos e digno de filmes de ficção, desde que a mãe, a psicóloga Denise Borges, concedeu entrevista e mostrou o quarto do filho. 

Denise disse acreditar que o caso não se trata apenas de mais um sumiço de pessoa. O quarto, que foi mantido trancado por Bruno por quase um mês, teve os móveis retirados e, no lugar, foi colocada uma estátua do filósofo Giordano Bruno (1548-1600), por quem tem admiração. O que mais chama atenção, são 14 livros escritos à mão. Alguns deles copiados nas paredes, teto e no chão. Todas as obras – identificadas por números romanos – criptografadas.

Os escritos são feitos de forma impecável, com precisão e simetria. Várias simbologias foram desenhadas no cômodo e também ao redor da estátua. O caso também vem sendo ligado à Ufologia, um dos temas estudados por Bruno. No quatro, também há uma pintura em que ele aparece ao lado de um ser extraterrestre. O mistério repercutiu nas redes sociais depois que um vídeo – gravado sem autorização da família – viralizou.

Em entrevista ao G1, a mãe de Bruno disse que ele havia falado, há bastante tempo, de um projeto em que estava trabalhando e para o qual precisaria de dinheiro. Em resposta, ela falou que patrocinaria se soubesse do que se tratava, pedido que foi rejeitado. Segundo a mãe, Bruno iniciou a produção em 2013 e, há um ano, passou a se dedicar na finalização.

A mãe revelou ainda que até o dia 1° de março, data em que viajou de férias, o quarto de Bruno estava com os móveis habituais. Os outros dois irmãos, no entanto, revelaram que, a partir da saída dos pais, a porta passou a ficar sempre fechada.

Deise disse ainda que leu um dos livros do filho e não entendeu na primeira leitura. “Somente na terceira, quando fui ler, entendi. Nunca tinha visto uma coisa daquela, era perfeita a teoria dele, que somos interligados em tudo. Ele queria patentear e eu não dei conta”. 

Sobre o desaparecimento, a Polícia Civil do Acre informou que todas as possibilidades estão sendo consideradas. A família procura algum especialista que possa ajudar a decifrar as diferentes criptografias dos livros.

Jornal Midiamax