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Juiz de MT determina prisão de chefes da PM por grampos clandestinos

Promotor denunciou esquema de grampos envolvendo policiais

Joaquim Padilha Publicado em 24/06/2017, às 15h42

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Promotor denunciou esquema de grampos envolvendo policiais

Após um esquema de grampos ilegais envolvendo o governo do Estado de Mato Grosso ter sido revelado pela Justiça mato-grossense, o Judiciário do Estado determinou a prisão de seis policiais militares do alto escalão da corporação, envolvidos no esquema, nesta sexta-feira (23).

São três coronéis, dois tenente coronéis e um cabo da PMMT (Polícia Militar do Mato Grosso). Quatro deles são suspeitos de envolvimento no esquema, enquanto outros dois são suspeitos de terem vazado informações.

Dois coronéis, Evandro Lesco e Bonelson Barros, eram respectivamente secretário-chefe e secretário-adjunto da Casa Militar. O outro coronel, Alexandr Corrêa Mendes, era corregedor-geral da PMMT.

Já o tenente-coronel Antônio Edwiges Batista comandava o 4º batalhão da PMMT, enquanto o tenente-coronel Victor Paulo Fortes Pereira era diretor da PM. O cabo Euclides Luiz Torezan atuava no Gaeco (Grupo de atuação Especial Contra o Crime Organizado).

Todos foram presos por determinação do desembargador Orlando Perri. Em nota, o governo do Estado do Mato Grosso confirmou as prisões e disse que os secretários são de “absoluta confiança”, “agentes públicos honrados e probos”.Juiz de MT determina prisão de chefes da PM por grampos clandestinos

O caso dos grampos clandestinos foi denunciado pelo promotor de Justiça de Mato Grosso, Mauro Zaque. Além dos seis policiais militares, um ex-comandante da PMMT e um cabo da polícia militar também foram presos anteriormente.

O esquema de grampos clandestinos funcionava com os policiais inserindo números alheios às investigações em pedidos de quebra de sigilo telefônica, protocolados na Justiça, em inquéritos policiais.

Sem se atentarem aos números, os juízes autorizavam os grampos de pessoas que não deveriam estar sendo investigadas, no interesse do grupo criminoso. O caso chegou a ser divulgado pelo “Fantástico”, da Rede Globo.

(com supervisão de Evelin Cáceres)

Jornal Midiamax