Impedidos de chegar à casa de Temer, manifestantes e PM entram em confronto

'Grupo também portava pregos retorcidos
| 29/04/2017
- 05:58
Impedidos de chegar à casa de Temer, manifestantes e PM entram em confronto

‘Grupo também portava pregos retorcidos

Depois de 20 minutos de concentração na frente da casa do presidente Michel Temer, em clima tenso, a violência eclodiu entre manifestantes e policiais militares. Durante o , os manifestantes pediam o fim da PM e se apoiavam nos gradis que faziam o isolamento da praça em que fica o imóvel, até que a Força Tática e a Tropa de Choque resolveram intervir.

Por volta das 20h30, a PM começou a atirar bombas de efeito moral contra os manifestantes mais próximos da barreira montada no local para isolar a residência do presidente. Houve correria em direção às ruas vizinhas. A polícia usou bombas, balas de borracha e canhão de água. Grande parte dos manifestantes recuou em direção à praça Panamericana.

 

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Quando o ato estava quase no fim, a polícia investiu contra os manifestantes, lançando uma chuva de bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha para dispersar o ato, formado ao longo da tarde desta sexta-feira e composto por milhares de pessoas.

Um grupo de mascarados se infiltrou na manifestação e tentou atingir os policiais com pedras, garrafas e rojões. A PM usou blindados israelenses, com jatos d’água, para esvaziar as ruas do bairro. Na fuga, os black blocs, que carregavam bandeiras com símbolos anarquistas, fizeram fogueiras com sacos de lixo e colocaram fogo em galhos de árvores da praça e do entorno. Placas com nomes de rua foram arrancadas e lançadas para o meio das vias. Pontos de ônibus foram destruídos.

A avenida Fonseca Rodrigues, escura por causa das árvores, facilitou a ação de black blocs. Um helicóptero da PM sobrevoava as imediações. Havia barreiras policiais na esquina da avenida Professor Manoel José Chaves com a praça Panamericana. Com medo da polícia, manifestantes recuaram. Um grande grupo caminhou em direção à Pedroso de Morais, mesmo caminho que tomaram até a casa de Temer.

Vindos do Largo da Batata, em Pinheiros, os manifestantes ficaram a 150 metros da casa do presidente. Aos gritos de “Fora Temer”, o carro de som convocava os manifestantes a seguirem até a barreira montada em frente à casa do presidente, para colocarem uma bandeira do movimento e dar o fim simbólico ao ato. A Força Tática da Polícia Militar isolou toda a área.

A manifestação transcorreu pacificamente por quase todo o tempo. Vestidos com camisetas vermelhas e com bandeiras Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), da CUT, do MST, do PC do B, os manifestantes se concentraram no fim da tarde no Largo da Batata, onde gritavam palavras de ordem contra Temer. A manifestação recebeu o reforço de pessoas que estavam concentradas em outros pontos da cidade, como a Avenida Paulista e o centro de São Paulo. No início da noite, o grupo marchou até o Alto de Pinheiros, onde parou a cerca de 100 metros da casa de Temer. Ao longo do caminho dos manifestantes, na Avenida Pedroso de Moraes, também houve depredação de agências bancárias.

No Largo da Batata, o ato reuniu políticos como os senadores petistas Lindbergh Farias (RJ) e Gleisi Hoffmann, que disputam a presidência do PT.

“O Temer é um bosta, um pau mandado”, afirmou Lindbergh, insuflando os manifestantes que pediam a saída do presidente.

O líder do MTST, Guilherme Boulos afirmou, em seu discurso, que os projetos de reforma trabalhista e da previdência, que tramitam no Congresso Nacional, deveriam ser retirados da pauta após a greve desta sexta-feira.

“Se entenderem o recado, vão retirar da pauta essas reformas. Se não entenderem, nós vamos ocupar o Congresso”.

Nenhum dos líderes políticos estava ao redor da casa quando a violência eclodiu, mas a PM chegou a lançar bombas em direção ao carro de som onde estavam as lideranças.

Motociclistas fecham marginal
No incío da noite, um grupo de motociclistas interrompeu completamente o trânsito na Marginal Pinheiros, no sentido Interlagos, na altura do bairro Panamby. Os manifestantes são ligados ao Sindicato dos Mensageiros Motociclistas do Estado de São Paulo, o SindMotos.

O protesto provocou um grande congestionamento em uma das principais vias da capital.

 

 

 

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