Brasil

Sessão do Senado que decide sobre impeachment começa com bate-boca e vaias

Senadores se acusam mutuamente e se provocam

Norberto Liberator Publicado em 09/08/2016, às 13h30

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Senadores se acusam mutuamente e se provocam

A sessão no Senado que decide se Dilma Rousseff (PT) será julgada pela acusação de “pedaladas fiscais” ocorre nesta terça-feira (9), e já está marcada por discussões e confusão. Logo no início, os parlamentares se provocaram ou bateram boca.

Durante as apresentações de questões de ordem, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) afirmou que os opositores ao impeachment são sempre acusados de “petistas ou dilmistas”, em resposta à declaração de Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que usou os dois termos para se referir aos parlamentares que não apoiam o afastamento de Dilma.

“Não sou nenhuma das duas coisas”, disse a parlamentar, que pediu ainda para não praticarem o que considera “adjetivações”. Magno Malta (PR-ES), em resposta à baiana, alegou que os não apoiadores do impeachment também costumam adjetivar os que defendem o afastamento. “Se eles não querem ser chamados de proteladores, não nos chamem de golpistas”, afirmou o capixaba.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi vaiada enquanto iniciava sua fala. “Não sei se Vossa Excelência está acostumado a esse tipo de comportamento”, disse ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski, que conduz os trabalhos, fazendo referência às vaias.

A amazonense citou uma fala do ex-pré-candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Bernie Sanders, que pediu a seu partido que seja contra o impeachment de Dilma. Lewandowski respondeu que Grazziotin trazia, com a fala, “elementos externos” que não devem ser discutidos na sessão, mas que serão incluídos nos anais da Casa.

O mesmo foi dito pelo ministro ao senador Lindbergh Faria (PT-RJ), que em sua fala, afirmou que “se for aprovado o impeachment, não vai ter investigações contra Michel Temer”. Depois da resposta de Lewandowski, Simone Tebet (PMDB-MS) ainda acusou o petista de “trazer um fato novo” que classificou de “intempestivo”.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em sua questão de ordem, acusou o presidente interino Michel Temer (PMDB) de se encontrar com parlamentares às vésperas da sessão, para supostamente influenciá-los a votar a favor do impeachment. Mais uma vez, o presidente do Supremo afirmou que o tema é externo, e não diz respeito ao que é discutido no regimento.

(Sob supervisão de Ludyney Moura)

Jornal Midiamax