Brasil

Polícia improvisa micro-ônibus para abrigar presos no RS

Ação foi tomada após flagrante de presos algemados em lixeiras

Henrique Kawaminami Publicado em 16/11/2016, às 13h58

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Ação foi tomada após flagrante de presos algemados em lixeiras

Por causa da superlotação em presídios e delegacias, o 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Porto Alegre estacionou um micro-ônibus em frente ao Palácio da Polícia, como alternativa de abrigar os presos que aguardam vagas. A medida foi tomada após flagrantes no ínicio do mês, de que presos algemados em lixeiras na rua e acomodados dentro de viaturas.

Segundo o 21º BPM, que atende a Zona Sul da capital, o micro-ônibus é utilizado somente em operações especiais. O veículo é uma opção para evitar que os presos permaneçam dentro das viaturas, enquanto aguardam vaga, e com isso a BM pode manter os carros da polícia em circulação para atendendimento de ocorrências.

Na madrugada desta quarta (16), um foragido que foi recapturado foi mantido dentro da viatura, devido à falta de espaço na 2ª Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA). Agora, ele vai aguardar uma vaga no sistema prisional dentro do micro-ônibus.

No início do mês, o secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, anunciou que o estado vai começar a usar contêineres como celas provisórias. Não está definido, entretanto, se os contêineres serão alugados ou comprados.

Caso o governo os adquira, terão de ser desembolsados R$ 300 mil. Serão 16 celas que podem comportar, ao todo, 96 presos. Cada conteiner terá três beliches com cama e ainda um banheiro com chuveiro. Schirmer reforçou ainda que os presos vão ficar no máximo 48h nos espaços, que serão provisórios.

Flagrante

No dia 8 deste mês, dois presos foram algemados em uma lixeira em frente ao Palácio da Polícia de Porto Alegre.As imagens foram registradas por uma pessoa que não quis se identificar.

De acordo com os policiais que faziam a custódia dos presos, os dois pediram para esticar as pernas, uma vez que estão dentro da viatura um dia inteiro. O único local disponível era a lixeira que estava próxima da viatura. O Rio Grande do Sul passa por uma crise no sistema carcerário, que faz com que os presos sejam mantidos dentro das viaturas por conta da falta de vagas em presídios e até em delegacias da Polícia Civil.

Jornal Midiamax