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Placar aponta cassação de Cunha, mas pena pode ser abrandada

Dos 271 favoráveis à cassação, 21 querem pena leve

Norberto Liberator Publicado em 09/09/2016, às 11h44

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Dos 271 favoráveis à cassação, 21 querem pena leve

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deve ser cassado na sessão que votará sobre a perda de seu mandato, na próxima segunda-feira (12), de acordo com pesquisa realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Dos parlamentares ouvidos, 271 são a favor da cassação, sendo necessários 257 votos.

Apenas três deputados declararam que votarão a favor de Cunha, enquanto 124 não foram encontrados, dois não compareceram à Casa quando o levantamento foi feito, 80 não quiseram responder e 31 afirmaram estar indecisos.

Sobre a possibilidade de pena mais branda, a exemplo do “fatiamento” ocorrido na votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, ainda há fortes dúvidas sobre o resultado. Dos 270 favoráveis à perda do mandato de Cunha, o 'Estadão' afirma que 21 estariam “propensos” a “suavizar” a pena, ou seja, manter os direitos políticos do peemedebista.

Outros 13 deputados não quiseram responder, enquanto apenas Felipe Maia (DEM-RN) afirma ser favorável ao abrandamento da pena de Cunha, apesar de apoiar a cassação. O líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), afirma que a bancada está orientada a votar a favor da cassação e contra a aplicação de pena mais branda.

"A situação da presidente Dilma era completamente diferente. A começar que não envolvia questões penais", declarou Florence. O líder tucano, Antonio Imbassahy (BA), diz que o PSDB vai liberar a bancada. "Não vamos fechar questão, cada deputado vai votar de acordo com a sua consciência, mas acredito que todos vão optar pela cassação".

Jornal Midiamax