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PF deflagra a 11ª fase da Operação Acrônimo

Operação mira em delator que omitiu informações

Henrique Kawaminami Publicado em 27/10/2016, às 11h20

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(Alex de Jesus/O Tempo/Estadão)

Operação mira em delator que omitiu informações

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (27), a 11ª fase da Operação Acrônimo em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Agentes cumprem 20 mandatos judiciais, 10 busca e apreensão e 10 conduções coercitivas. Os mandados foram autorizados pelo juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.

Um dos alvos é o empresário Benedito Oliveira, conhecido como Bené, que está em prisão domiciliar. Ele foi levado para depor por supostamente estar escondendo informações mesmo após ter fechado o acordo de delação premiada. Bené é investigado desde o início da Acrônimo, em 2015. Outro alvo desta fase da operação foi o ex-chefe de comunicação do Ministério da Saúde, Marcier Trombieri.

O outro caso desta fase é uma suposta fraude em licitação da Universidade Federal de Juiz de Fora, vencida pela gráfica de um dos investigados, de acordo com as investigações. Posteriormente, segundo a polícia, o Ministério da Saúde utilizou a mesma ata de licitação fraudada.

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São 4 buscas e 6 conduções coercitivas no Distrito Federal, 1 busca e 1 condução coercitiva no Rio de Janeiro, 1 busca em São Paulo, e 4 buscas e 3 conduções coercitivas em Minas Gerais.

A Operação Acrônimo investiga um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), é suspeito de ter utilizado os serviços de uma gráfica durante a campanha eleitoral de 2014 sem a devida declaração dos valores e de ter recebido "vantagens indevidas" do proprietário dessa gráfica, o empresário Benedito Oliveira. Pimentel vem negando as acusações desde que o início das investigações.

A 11ª fase se baseia em dois inquéritos policiais que apuram eventos distintos da investigação. Um deles refere-se à cooptação e pagamento de vantagens indevidas para que empresa de publicidade elaborasse campanhas educativas do Ministério da Saúde, Ministério das Cidades e Ministério do Turismo nos anos de 2011 e 2012.

A Acrônimo é mantida em segredo de justiça no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde é relatada pelo ministro Herman Benjamin.

Jornal Midiamax