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Impeachment: Collor compara processos e diz que não pode haver “dois pesos e duas medidas”

Ex-presidente defende cassação dos direitos de Dilma

Norberto Liberator Publicado em 31/08/2016, às 13h58

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Ex-presidente defende cassação dos direitos de Dilma

Durante a última sessão do julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), nesta quarta-feira (31), os senadores se reuniram para debater sobre um requerimento feito pelo PT que pede que, em caso de impeachment, Dilma não seja impedida de se candidatar a cargos públicos por oito anos. Chamou a atenção a fala do ex-presidente da República e hoje senador, Fernando Collor de Mello (PTC-AL). 

Collor, que passou por processo de impeachment quando foi presidente e teve seus direitos políticos cassados, em 1992, se pronunciou a favor da cassação.

Ele lembrou a sessão no Senado, onde diferentemente de Dilma, foi apresentada sua carta de renúncia ao então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Sydney Sanches.

“Naquele momento em que a carta-renúncia foi apresentada, a sessão deveria ser anulada”, afirmou o ex-presidente. “Não havia sentido, nem possibilidade de aquela sessão continuar”, prosseguiu. “A lei é a mesma e a dificuldade que nós temos é de aplicar dois pesos e duas medidas”, disse, referindo-se à possibilidade de Dilma não ter os direitos cassados.

Na ocasião, Collor renunciou para que não fosse impedido de se candidatar depois de sair da presidência. No entanto, abriu-se uma sessão para decidir se ele seria ou não cassado, e os senadores votaram a favor da cassação. “Agora se quer dar uma interpretação fatiada à Constituição. É uma lembrança muito triste que trago”, concluiu o alagoano.

(Sob supervisão de Ludyney Moura)

Jornal Midiamax