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Idoso envenenou achocolatado que matou criança para se vingar de ladrão

Criança de 2 anos morreu em MT

Wendy Tonhati Publicado em 01/09/2016, às 19h35

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Criança de 2 anos morreu em MT

A Polícia Civil do Mato Grosso esclareceu a morte do menino de 2 anos, que consumiu o achocolatado Itambezinho, da marca Itambé. A criança passou mal logo após ingerir a bebida e morreu no hospital de Cuiabá, no dia 25 de agosto. Dois homens foram presos e foi apurado que um deles envenenou o bebida para se vingar de um furto cometido pelo outro. O caso teve repercussão nacional e assustou muita gente. Houve a especulação de contaminação da bebida láctea, que chegou a ter o lote interditado pela Anvisa. (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em Campo Grande, houve fiscalização nos comércios em busca do lote interditado.

As prisões foram realizadas nesta quinta-feira (1°). A Polícia Civil apurou que um dos envolvidos, Deuel de Rezende Soares, 27 anos, é usuário de drogas e costumava furtar casas e estabelecimentos comerciais de Cuiabá. A investigação apontou que Deuel furtou cinco caixas de achocolatado da casa de Adônis José Negri, 61 anos. 

Consta que não era a primeira vez que Deuel furtava a casa do idoso, que já havia inclusive ameaçado o rapaz na semana anterior. Revoltado com os arrombamentos, Adônis arquitetou um plano de vingança. Usando uma seringa, ele injetou veneno na caixinha de achocolatado, que foi deixada como isca para o usuário de drogas. 

Deuel realmente furtou o produtos na casa do idoso, mas não consumiu. Ele vendeu a caixa de achocolatado à mãe do menino por R$ 10, segundo o delegado titular da Deddica ( Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente) Eduardo Botelho informou em nota.

Idoso envenenou achocolatado que matou criança para se vingar de ladrãoO laudo toxicológico da perícia deu positivo para envenenamento nas amostras de achocolatado. O exame detectou a presença da substância Carbofurano, que é usada no controle de pragas de lavoura e usualmente empregado como veneno para rato.

Deste modo, os peritos descartaram a hipótese de contaminação biológica por bactéria ou fungo, decorrente do processo de fabricação e identificar a contaminação externa, por meio de um furo compatível com agulha de seringa na parte lateral superior de cada embalagem.

Durante a prisão na manhã desta quinta-feira, outros materiais foram apreendidos na casa de um dos suspeitos, sendo uma bandeja supostamente utilizada na manipulação do veneno, um vestígio de achocolatado dentro da geladeira e outras embalagens lacradas de achocolatado. Todos os materiais estão em análise. 

Adônis vai responder pelo crime de homicídio qualificado com emprego de veneno, além de homicídio tentado já que existe um amigo da família do menino que ainda está internado em unidade hospitalar após ingerir a bebida.

Deuel vai responder por furto qualificado, e o procedimento investigativo será conduzido pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), de Cuiabá. Após interrogatório, os dois suspeitos serão conduzidos ao Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), onde ficarão à disposição do Judiciário

Fiscalização

Após a morte do menino, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do achocolatado Itambezinho e proibiu a comercialização do produto pelo período de 90 dias, em todo o Brasil. Até a quarta-feira (31), a Vigilância Sanitária de Campo Grande, Mato Grosso do Sul visitou 81 comércios, mas não encontrou o lote interditado pela Anvisa, segundo a assessoria de imprensa da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

Leia nota do fabricante do achocolatado

Comunicado Itambé 

Nesta quinta-feira (1/9), a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Cuiabá efetuou a prisão de duas pessoas acusadas de envenenar uma criança em Cuiabá. Desta forma, a polícia esclarece o episódio e descarta qualquer problema de contaminação do produto Itambezinho. 

A Itambé reforça que desde o dia 25/05, data de fabricação do lote em questão, já foram comercializadas mais de 5 milhões de unidades e não foram registradas reclamações de nenhuma natureza.

A empresa lamenta o ocorrido, se solidariza com a dor da família e reforça seu compromisso com os consumidores brasileiros ao entregar produtos da mais alta qualidade.

Jornal Midiamax