Brasil

Gol pagou cerca de cem vezes maior por anúncios em sites de Cunha

Anúncios superfaturados foram usados para disfarçar o pagamento de propinas

Henrique Kawaminami Publicado em 27/10/2016, às 12h02

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(Adriano Machado/Reuters)

Anúncios superfaturados foram usados para disfarçar o pagamento de propinas

Anúncios comprados pela Gol Linhas Aéreas em dos sites do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) custaram ao menos cem vezes mais que os valores praticados no mercado publicitário. A Operação Lava Jato está investigando o caso.

De acordo com apuração do jornal Folha de São Paulo, a Polícia Federal acredita que os anúncios superfaturados foram usados para disfarçar o pagamento de propinas. O ex-deputado teria recebido para defender no Congresso medidas que beneficiassem empresas da famíla Constantino, que controla a Gol. A empresa diz que está realizando auditoria para apurar se houve irregularidades.

Para veicular quatro banners (imagem publicitárias), a empresa pagou 11 parcelas de R$ 200 mil (R$ 250 mil em valores atuais) entre 2012 e 2013. O investimento total foi de R$ 2,2 milhões (R$ 2,7 milhões em valores atuais), segundo documentos forcedios à PF pela agência AlmapBBDO, que atende a Gol. Das 11 parcelas, sete foram para o site Fé em Jesus e outras quatro para um site chamado Bom Mercatto, que funcionaria como plataforma de comércio eletrônico.

A Gol afirma que “está em processo de apuração” e que contratou “auditorias internas e independentes para total alucidação dos fatos”. A AlmapBBDO alega que adquiriu os anúncios a pedido da Gol.

Jornal Midiamax