Brasil

Senador condena revanchismo por parte de integrantes da CPI da Petobras

Para o senador, é uma inversão a CPI intimidar quem denunciou

Isaias Domingues Publicado em 10/04/2015, às 00h59

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Para o senador, é uma inversão a CPI intimidar quem denunciou

O senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) repudiou tentativas de cercear a atuação do Ministério Público Federal e de intimidar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Ele citou, como o exemplo, o pedido apresentado na semana passada na CPI da Petrobras da Câmara para que fosse quebrado o sigilo telefônico de Janot.  Para o senador, é uma inversão completa de valores a CPI intimidar quem denunciou, inclusive, o presidente da Câmara dos Deputados.

Randolfe Rodrigues lembrou que foi graças à atuação do Ministério Público que foram elucidados os grandes escândalos de corrupção dos 20 últimos anos no Brasil, como foi o caso do mensalão, e como está ocorrendo agora com as Operações Zelotes e a Lava-Jato.

– Este parlamento não pode ser espaço para revanchismo. O que se espera de alguém que está sob investigação, principalmente homens públicos como nós, é dizer que está  à disposição da investigação e não, como no caso do presidente da Câmara, usar os poderes que tem para atos contrários a que a investigação prossiga – afirmou.

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