Brasil

Rio se transforma em canteiro de obras a um ano das Olimpíadas

Em abril de 2016, começam os testes na Linha 4 do metrô

Gerciane Alves Publicado em 05/08/2015, às 16h42

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Em abril de 2016, começam os testes na Linha 4 do metrô

Foi difícil se acostumar ao barulho dos canteiros na cidade. Os Jogos Olímpicos Rio 2016 – cujo orçamento passou dos R$ 38,2 bilhões, tem R$ 26,4 bilhões gastos em projetos que vão ficar como legado para a cidade – exigiram obras pelos quatro cantos da cidade.  Explosões mudaram a paisagem, ruas foram bloqueadas, isso sem falar de desvios e engarrafamentos, como mostrou reportagem especial do RJTV nesta quarta-feira (5), a um ano das Olimpíadas.

 O Rio faz de tudo para exibir uma beleza Olímpica, mas o adversário dos atletas operários, que trabalham nestas obras, é o tempo. Falta pouco para a chegada de quase 400 mil visitantes na cidade. Gente do mundo todo que vai passar pelo aeroporto Antônio Carlos Jobim vai encontrar um novo terminal até abril e moradores da cidade podem chegar até lá por meio do BRT Transcarioca.

Entre os 27 projetos de legado para a cidade, nenhum custou tanto quanto a construção da Linha quatro do Metrô, que vai ligar a Zona Sul a Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade: quase R$ 9 bilhões.

A cada 24 horas, as escavações da Linha 4 do metrô avançam entre 15 metros e 18 metros. Os 16 quilometros de túneis entre Ipanema e a Barra da Tijuca devem ser concluídos no mês de dezembro.

Em abril começam os primeiros testes com o metrô, mas sem passageiros. Em julho, faltando apenas um mês para os Jogos Olímpicos, os cariocas vão poder fazer essa viagem em apenas 13 minutos.

Transporte público

De acordo com o governo, durante as competições todos vão usar transporte público. A promessa é de que os serviços combinados de metrô, ônibus, trens e barcas vão funcionar com rapidez e eficiência. “O metro vai ser a coisa mais importante no transporte dos Jogos”, de acordo com o secretário estadual de Transportes, Carlos Osório.

Quem desembarcar no metrô na estação Jardim Oceânico terá que usar o BRT para chegar ao Parque Olímpico na Barra. O maior centro de competições deve receber 100 mil pessoas por dia, para assistir a disputa por 16 modalidades.

Qualidade da água preocupa

É na água que está a maior preocupação. Atletas temem enfrentar o lixo e o esgoto nas competições de vela. As autoridades já disseram que não será alcançada a meta de despoluir  80% da Baína de Guanabara.

Testes feitos por um laboratório gaúcho, a pedido da agênciade notícias Associeted Press mostrou na semana passada que a água estaria bem acima dos índices de poluiição aceitáveis. O governo do estado, no entanto, garante que a qualidade da água está dentro dos padrões internacionais.

Parque Radical

A corredeira artificial é uma das atrações do Parque de Deodoro, que fica a 32 quilômetros do Centro do Rio. Após a Rio 2016, o local será transformado num parque radical para uso dos moradores da região que fica no Subúrbio do Rio.

“Aqui não tem praça, não tem área de lazer, não tem academia nas ruas. Se procurar, não acha. Aqui era um lugar perdido mesmo e voltou a ser frequentado por causa dessa obra enorme”, disse Rafael Alves de Souza, instalador de grama sintética.

Nessa área, que pertence ao Exército, vão ser disputados 11 modalidades omlímpicas e quatro paralímpicas.

Os circuitos de mountain bike já estão desenhados na montanha, cheias de pedras e obstáculos. Além disso, mais de 200 mil moradores vão ser beneficiados por obras de saneamento. Vai ser o segundo maior parque público do Rio.

Jornal Midiamax