Brasil

Paulinho da Força ofende Dilma e foge do tema terceirização

O ato também contou com a presença do presidente da Câmara

Diego Alves Publicado em 02/05/2015, às 01h17

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O ato também contou com a presença do presidente da Câmara

No discurso no evento da Força Sindical para celebrar o Dia do Trabalhador, neste 1º de Maio, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SDD), o Paulinho da Força, dirigiu ofensas à presidente Dilma Rousseff (PT) e voltou a fazer críticas ao ajuste fiscal promovido pelo governo da petista. O deputado, contudo, que defende o projeto da terceirização, em discussão no Congresso Nacional, não tocou no assunto enquanto esteve no palco, falando aos trabalhadores.

“Quem quer a Dilma fora, levante o braço. Quem quer essa desgraçada fora, levante o braço”, disse, recebendo o apoio do público que lotou a praça Campo de Bagatelle, na zona norte de São Paulo. “Dilma, vai para o inferno”, continuou.

Antes de falar ao público, Paulinho disse que “não era dia” de discutir o projeto de lei (PL) 4330, que permite a terceirização de todas as atividades de uma empresa e é criticado por especialistas e centrais sindicais. Aos jornalistas, Paulinho defendeu o PL e disse que a proposta só precisa de algumas correções, o que, segundo ele, deverá ser feito no Senado – o texto já foi aprovado na Câmara e agora será analisado pelos senadores. “Fizemos o que deu na Câmara. Fiz o meu papel e apresentei quatro emendas”, disse.

Paulinho dividiu o palco da Força Sindical com políticos como o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), a quem anunciou como “o quase presidente da República”. Além do ato político, a programação do evento contou sorteios de carros e shows de artistas como Zezé di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone, Latino, Paula Fernandes e Ludmilla.

FGTS

O ato também contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com quem Paulinho assina um projeto que sugere mudanças na correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). De acordo com Cunha, a proposta é que o saldo do FGTS seja corrigido a partir do índice da caderneta de poupança.

O projeto será apresentado na próxima semana e deverá tramitar em regime de urgência – caso aprovado, começaria a valer em janeiro de 2016, apenas para novos depósitos.

Jornal Midiamax