Brasil

Levantamento aponta alta de 169% no desmatamento da Amazônia Legal

No Mato Grosso foi registrado a maior perda da floresta

Midiamax Publicado em 21/02/2015, às 14h43

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No Mato Grosso foi registrado a maior perda da floresta

Estudo desenvolvido pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) apontou um novo aumento no desmatamento da floresta amazônica na comparação com o ano passado. O monitoramento da entidade detectou 288 quilômetros quadrados de devastação na Amazônia Legal em janeiro de 2015. Esse total representa um crescimento de 169% na comparação a igual mês de 2014, quando foram 107 quilômetros quadrados.

Os dados foram divulgados neste mês e de acordo com o SAD – sistema de monitoramento independente do instituto –, Mato Grosso foi o estado que teve a concentração de desmatamento nesse período. Corresponde a 75% do total. Em seguida, aparece o Pará, com 20%, e menor incidência em Rondônia (2%), Amazonas, Tocantins e Roraima, com 1% cada.

“Os dados de janeiro confirmam uma tendência de aumento do desmatamento na Amazônia que estamos acompanhando desde agosto de 2014. O desmatamento já havia crescido 224% até dezembro em relação ao ano passado e não vemos o governo reagir. É preciso reforçar as ações de combate ao desmatamento de forma urgente.” disse Bazileu Margarido, porta-voz nacional da Rede e ex-presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
O balanço do Imazon destacou ainda que foi possível fazer a vigilância de metade – ou 50% – da área florestal da Amazônia Legal em janeiro passado, em razão da cobertura de nuvens. No entanto, esse total é inferior ao registrado nesse mês de 2014, quando a cobertura atingiu 58% desse território.

Por outro lado, o monitoramento mais recente se distribuiu em grande proporção em regiões importantes, como o Pará e o Amazonas. O estado que registrou maior cobertura de nuvem foi o Amapá, com 89%. Depois, estão o Acre (71%) e Roraima (62%), informou o levantamento do Imazon.

Ainda segundo esse balanço, as florestas degradadas (parcialmente destruídas) somaram 389 quilômetros quadrados em janeiro. Essa quantidade representa um alarmante crescimento de 1.116%, pois no mesmo mês do ano passado, esse número somou 32 quilômetros quadrados.

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