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Laje não foi projetada para peso extra, diz Defesa Civil sobre prédio no Rio

Explosão em prédio de São Conrado deixou pelo menos 4 feridos

Gerciane Alves Publicado em 18/05/2015, às 15h28

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Explosão em prédio de São Conrado deixou pelo menos 4 feridos

O subsecretário da Defesa Civil, Márcio Motta, afirmou após uma avaliação no prédio atingido por uma explosão em São Conrado, na Zona Sul do Rio, na manhã desta segunda-feira (18), que a principal causa apontada para o acidente foi um vazamento de gás. Segundo Motta, o peso extra causado pelas lajes destruídas precisa ser retirado, pois o edifício não foi projeto para esta carga. As informações são do RJTV.

“A laje do décimo caiu sobre a laje do nono, estando tudo apoiado sobre a laje do oitavo andar. O trabalho agora será retirar esse sobrepeso, porque as lajes não foram projetadas para suportar todo esse peso. Os agentes da prefeitura, da Comlurb vão começar a fazer a limpeza”, disse Motta.

Vários apartamentos foram danificados e quatro pessoas ficaram feridas — uma foi encaminhada para o hospital e três atendidas no local pelos bombeiros. A vítima encaminhada ao hospital foi o  alemão Markos B. Maria Muller, de 51 anos, morador do apartamento onde aconteceu a explosão, que foi encaminhado para o Hospital Miguel Couto, no Leblon.

O edifício tem 19 andares e 72 apartamentos. A área foi isolada e bombeiros dos quartéis da Gávea e de Copacabana trabalhavam no local. Pedaços de concreto, de janelas e madeiras ficaram espalhados até por edifícios vizinhos.

Segundo Motta, o prédio foi evacuado para a segurança dos moradores. Eles desceram com documentos, pertences mais importantes e animais de estimação. De acordo com a Defesa Civil, a explosão teria ocorrido no 10º andar. O síndico do edifício afirmou que as vistorias e os laudos do prédio estão em dia.

Uma base foi montada no prédio ao lado para receber os moradores do edifício atingido pela explosão. O local será usado para passar as informações dos trabalhos dos bombeiros e da Defesa Civil.

Posição da Ceg

A Ceg informou que equipes estão à disposição no local colaborando com o Corpo de Bombeiros e com a Defesa Civil. As causas do acidente estavam sendo investigadas às 13h e só poderão ser esclarecidas após as conclusões periciais. A companhia informou que o condomínio é abastecido por gás canalizado e não consta nenhum registro de solicitação de verificação do apartamento 1001.

Segundo Rogério Salomão, vice-presidente do CREA, a auto-vistoria estrutural do prédio atingido estava em dia. Já a vistoria de instalações, que incluiria as tubulações de gás, ainda não foi feita, mas aindã não há obrigação do prédio fazer o procedimento, já que ele ainda não foi regulamentado.

Jornal Midiamax