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‘João Rock’ reúne 45 mil no interior de São Paulo em 12 horas de música nacional

Entre os destaques das 15 atrações estiveram shows de Criolo, Frejat, Skank e o polêmico Planet Hemp

Gerciane Alves Publicado em 14/06/2015, às 15h59

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Entre os destaques das 15 atrações estiveram shows de Criolo, Frejat, Skank e o polêmico Planet Hemp

A 14ª edição do festival João Rock reuniu 45 mil fãs de música nacional na cidade de Ribeirão Preto, a 300 km da capital São Paulo, neste sábado (13) para 12 horas seguidas de shows de algumas das bandas e cantores de maior projeção no país. Entre os destaques das 15 atrações estiveram shows de Criolo, Frejat, Skank e o polêmico Planet Hemp em dois palcos no Parque Permanente de Exposições da cidade.

Abrindo as atrações do palco principal, a banda Samanah já encontrou o gramado do local bem movimentado. O grupo foi escolhido pelo público através de uma votação na internet com participação de 588 bandas que brigaram pela chance de tocar no evento. Eles começaram o show por volta das 17 horas e foram sucedidos pelo rapper Criolo, um dos mais aguardados do festival, que mesclou músicas de seu disco mais recente, “Convoque seu Buda”, com outros sucessos já consolidados.

Na sequência, apresentações de Frejat e da banda Skank que, liderada por seu vocalista, Samuel Rosa, foi uma das que mais interagiu com o público. No palco, Rosa exaltou o fato de o evento dar destaque à música nacional e também lembrou das outras vezes em que se apresentou no evento.

O vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, também destacou a importância de eventos nos moldes do João Rock tanto para a música brasileira quanto para o rock em específico. “Para mim é um prazer olhar lá embaixo (do palco) e ver o interesse pelo rock brasileiro. Várias gerações estão representadas aqui. Tem gente dos anos 80, dos anos 90, do século 21”.

“Houve um momento difícil no rock brasileiro há três ou quatro anos atrás na medida em que não havia nenhuma rádio tocando rock nas grandes cidades, mas acredito que o rock está voltando lentamente, está tendo mais espaço em festivais como esse”, comentou o músico em entrevista coletiva após o show de sua banda, que surpreendeu a todos com uma pausa para um pedido de casamento. O repórter do programa “CQC”, da Bandeirantes, Lucas Salles, subiu ao palco para fazer o pedido à sua namorada, Camila Colombo, durante a apresentação do Capital Inicial.

Organizaram-se para ir ao evento centenas de excursões, que partiram de pelo menos 128 cidades dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Acompanhando os shows também estavam os atores Kayky e Sthefany Brito, Gabi Lopes e Jayme Matarazzo. A última banda a se apresentar foram os Raimundos, que encararam um público fiel quando começaram a tocar às cinco da manhã, apesar de sua entrada ao palco estar prevista para 1h25, horário em que ainda tocava o CPM22, após substituir a Pitty.

O polêmico Planet Hemp também agitou o público com seus clássicos da década de 90 e começo dos anos 2000. Marcelo D2 e Bnegão lideravam a banda com letras fazendo referência à legalização da maconha e também fizeram um tributo a Chico Science, cantando “Samba Makossa”. Em uma de suas músicas mais conhecidas, “Mantenha o Respeito”, D2 puxou Pitty de volta ao palco para uma participação especial.

Jornal Midiamax