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Dono do BTG Pactual é transferido para o presídio Ary Franco, no Rio

Esteves saiu da Superintendência em um carro da PF

Diego Alves Publicado em 27/11/2015, às 02h47

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Esteves saiu da Superintendência em um carro da PF

O banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, deixou a sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro por volta das 22h20 desta quinta-feira (26). De lá, ele seguiu para o Instituto Médico Legal, onde faria exame de corpo de delito antes de ser levado para o presídio Ary Franco, em Água Santa, na Zona Norte da cidade.

Conforme mostrou a Globo News, Esteves saiu da Superintendência em um carro da PF, que foi acompanhado por um combonho até o IML, na Zona Portuária. Ele permaneceu no local por cerca de dez minutos, antes de retomar o trajeto até o presídio. Ele chegou à unidade prisional às 23h.

O banqueiro foi preso nesta quarta, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), suspeito de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

Nesta quinta, o ministro Teori Zavascki, do STF, negouum pedido apresentado pela defesa do banqueiro para revogar sua prisão temporária e autorizou a transferência dele da Superintendência da PF para uma unidade prisional.

Em ofício ao STF, a PF do Rio informou que não teria condições de manter o banqueiro preso na carceragem e sugeriu transferência para o presídio Ary Franco.

Como está em prisão temporária, André Esteves, que já foi o 13º mais rico do Brasil, deve ficar encarcerado até o próximo domingo (29), quando termina o prazo de 5 dias para esse tipo de detenção.

Esteves foi citado em conversas do senador Delcídio Amaral (PT-MS), também preso, como interessado em evitar uma delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, ou ao menos retirar suspeitas relacionadas ao banco de seu conteúdo.

No pedido para revogar a prisão, a defesa de Esteves alegou que não se justifica mantê-lo preso porque a decisão se baseia exclusivamente em conversas nas quais diversas outras autoridades também foram mencionadas, sem que tenha se suspeitado delas.

Os advogados do banqueiro admitem que ele conhece Delcídio e outros parlamentares, mas afirmou que ele nunca falou com o chefe de gabinete do senador nem com o advogado de Nestor Cerveró, também presos pela PF.

Além de Esteves, também foram presos nesta quarta o senador Delcídio Amaral (PT-MS) e o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira.

Jornal Midiamax