Há 60 anos, uma menina cruzou o caminho do Cebolinha em sua tirinha publicada na Folha da Manhã. “Sai da flente, menina! Deixe um equiliblista passar!”, ele ordenou. No quadro seguinte, o garoto aparece caindo sentado no chão, depois de ter levado uma coelhada na cabeça. Nascia, ali, a Mônica, uma personagem forte e determinada, que inspiraria muitas gerações de crianças e seguiria caindo nas provocações do amigo gibi após gibi, e nos filmes, desenhos, peças, etc.

No aniversário de 60 anos da primeira aparição da personagem (foi no dia 3 de março de 1963), a Mauricio de Sousa Produções anunciou ontem, 23, uma série de ações que serão desenvolvidas nos próximos 12 meses. As datas ainda não foram divulgadas, mas haverá comemoração na Bienal do Livro do Rio e publicações temáticas até casas da Mônica para as crianças brincarem em shoppings, espaços instagramáveis, uma tira gigante em algum prédio de São Paulo, peça de teatro, talvez a estreia do novo live-action da Turma da Mônica Jovem, e uma exposição na Casa das Rosas com Sansões estilizados por diversos artistas.

Do que as crianças de hoje precisam? “Primeiro de tudo, leitura. E também arte. A curiosidade da criança é linda e maravilhosa. Precisamos cercá-las de livros, gibis, filmes e tudo que trouxer novidades visuais e filosóficas e mensagens fortes para marcar a cabecinha delas e ajudá-las a serem felizes”, ele responde.

E o que gostariam que elas aprendessem com a Mônica? “Que meninos e meninas podem estar juntos, com muito carinho, respeito e cuidado, brincando de igual para igual”, comenta Mônica. “E se gostando”, finaliza Mauricio.

O cartunista acaba de se candidatar a uma vaga na Academia Brasileira de Letras.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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